
Após um hiato de quatro anos, o tricampeão mundial reassume o topo do surfe profissional; Brasil domina o Top 5 mundial com quatro atletas nas primeiras posições.
O cenário do surfe mundial em 2026 começa a desenhar uma hegemonia verde e amarela poucas vezes vista. Após o encerramento da etapa de Margaret River, na Austrália, no último domingo (26), Gabriel Medina confirmou seu retorno triunfal ao posto de número 1 do mundo. Com 13.885 pontos, o brasileiro vestirá a cobiçada lycra amarela na próxima etapa, na Gold Coast, algo que não acontecia desde o início da temporada de 2022.
A Regularidade de um Campeão
Embora ainda não tenha vencido uma etapa nesta temporada, a consistência de Medina foi a chave para a liderança. O brasileiro somou um terceiro lugar em Bells Beach e o vice-campeonato em Margaret River. “Senti saudade e estou feliz de receber a lycra amarela. Ela estava com um dos meus melhores amigos, o Miguel [Pupo], e agora vou pegar. Mas é só uma lycra, preciso trabalhar mais”, declarou Medina à WSL.
Além da liderança do ranking, Gabriel agora mira um feito inédito: a Aussie Treble (Tríplice Coroa Australiana), prêmio concedido ao melhor surfista das três etapas realizadas em solo australiano.
Domínio Brasileiro no Top 5
A “Brazilian Storm” (Tempestade Brasileira) atingiu um novo patamar de força neste mês de abril. O ranking masculino apresenta uma configuração raramente vista na elite:
- Gabriel Medina (BRA) – 13.885 pontos
- Miguel Pupo (BRA) – 13.320 pontos (empatado com George Pittar)
- Yago Dora (BRA) – 11.230 pontos
- Samuel Pupo (BRA) – 10.985 pontos
No feminino, o Brasil também celebra a ascensão de Luana Silva, que após o vice-campeonato em Margaret River, ocupa a 4ª colocação no ranking mundial, consolidando-se como a principal esperança do país para o título entre as mulheres.
O Próximo Desafio: Gold Coast
A caravana do surfe mundial não tem descanso. A janela para a etapa da Gold Coast abre nesta quinta-feira (30), no horário de Brasília. Com previsão de boas ondas e um histórico favorável — o país já venceu cinco vezes nesta localidade —, a expectativa é que Medina e o esquadrão brasileiro ampliem a vantagem antes do “cut” do meio da temporada.


