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Greenway propõe modelo inovador para gestão de resíduos e carbono no Brasil baseado em ‘Polluters Must Pay’

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A empresa Greenway World Solutions apresentou, em dezembro de 2025, uma proposta inovadora para revolucionar a gestão de resíduos sólidos urbanos e a neutralidade de carbono no Brasil, ancorada no princípio econômico e ambiental “Polluters Must Pay” – ou “Poluidores Devem Pagar”. O modelo, detalhado em documento divulgado pela companhia, visa operacionalizar essa premissa de forma concreta, auditável e sustentável, convertendo o que historicamente é um passivo para os municípios em um ativo climático, econômico e institucional.

De acordo com o documento, o custo da má gestão de resíduos sempre recaiu sobre a sociedade e os cofres públicos, com aterros e lixões gerando emissões de metano, contaminação ambiental e despesas sem retorno. A Greenway rompe com essa lógica ao implantar o Programa Municipal de Neutralidade de Carbono, que utiliza a tecnologia de pirólise de baixa temperatura (Pyrolux®) associada a um sistema de MRV (mensuração, relato e verificação). Essa abordagem quantifica emissões evitadas, carbono sequestrado e substituição de fontes fósseis, gerando créditos de carbono certificados e rastreáveis.

O financiamento do sistema não depende de orçamentos municipais, mas do mercado de carbono, créditos de reciclagem e mecanismos de compensação ambiental pagos por empresas poluidoras. “Os recursos financeiros que sustentam o sistema vêm do mercado de carbono, alimentados por setores que precisam neutralizar suas emissões”, destaca o texto. No modelo, 50% dos créditos de carbono gerados retornam ao município após certificação, baseados em metodologias como IPCC e GHG Protocol, garantindo reembolso direto e sustentabilidade.

A estrutura econômica da Greenway assegura custo zero ou próximo de zero para as prefeituras, reembolso de despesas e sustentabilidade financeira para a operação privada. A receita da empresa inclui tarifa de tratamento, venda de energia e insumos circulares (como biochar, gás e óleo de pirólise), além de participação nos créditos. Não há subsídios públicos ou transferência de riscos para o poder público, com o risco técnico e de mercado assumido pela companhia.

Entre os benefícios destacados, o programa promove a eliminação de lixões, redução drástica de metano, sequestro permanente de carbono e economia circular. Para a gestão pública, oferece rastreabilidade, cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e redução de despesas. A sociedade ganha com cidades mais limpas, saúde protegida e inclusão de cooperativas, enquanto o mercado assume o custo de seus impactos.

Em síntese, a Greenway não oferece apenas uma tecnologia, mas um novo paradigma econômico onde “poluir tem custo, tratar gera valor e descarbonizar se torna financeiramente viável”. O documento, assinado em Brasília, reforça o apelo por um Brasil sem lixões, alinhando engenharia, governança e sustentabilidade.