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Santa Catarina atinge 50% de execução em plano pioneiro para transição energética no Sul

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Pesquisa aplicada está sendo elaborada pela Fundação Getúlio Vargas e será entregue em dezembro deste ano – Fotos: Anne Carolina Anderson/Semae

O Governo de Santa Catarina alcançou uma marca decisiva para o futuro econômico e ambiental da região Sul. O estudo para a elaboração do Plano de Transição Energética Justa (TEJ) atingiu 50% de execução. O projeto, coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) em parceria com a Fepese, coloca o estado como o primeiro do Brasil a estruturar um planejamento governamental focado na descarbonização responsável.

O plano é uma exigência da Lei Federal 14.299/2022, que estabelece a meta de neutralidade de carbono até 2050. O objetivo central é criar um roteiro para que a região carbonífera — que engloba Criciúma e municípios vizinhos — realize a transição do carvão mineral para fontes de energia limpa sem comprometer a estabilidade socioeconômica local.

Diagnóstico e alternativas econômicas

Nesta primeira metade do estudo, os técnicos e pesquisadores finalizaram o diagnóstico detalhado da realidade socioeconômica e ambiental do Sul catarinense. O trabalho incluiu o mapeamento da infraestrutura existente e a identificação de vocações econômicas que podem absorver a mão de obra e o capital hoje vinculados à cadeia produtiva do carvão.

De acordo com o secretário de Estado do Planejamento, Edgard Usuy, o avanço é fruto de um compromisso com o desenvolvimento sustentável. O secretário destacou que o plano busca preparar a região para as próximas décadas, garantindo que a mudança de matriz energética venha acompanhada de novas oportunidades de emprego e renda.

Próximos passos e metas para 2026

Com 50% do cronograma cumprido, a segunda etapa do projeto focará na definição de ações estratégicas e cronogramas práticos de implementação. O plano final deverá conter:

  • Programas de requalificação profissional para trabalhadores;
  • Novas diretrizes para atração de investimentos em energia limpa;
  • Cronograma de desativação gradual de fontes poluentes.

A previsão é que o documento final seja entregue até o encerramento de 2026. Até lá, o governo estadual pretende aprofundar o diálogo com a sociedade civil, sindicatos e a indústria para garantir que a transição seja, de fato, justa para todos os envolvidos.