
A tradição que movimenta o litoral catarinense já tem seu “livro de regras” para este ano. As autoridades de pesca definiram ontem, em reunião estratégica, as normas e cotas para a Safra da Tainha 2026. A notícia é aguardada com ansiedade por centenas de famílias em Garopaba e Imbituba que dependem da pesca artesanal para seu sustento e para a manutenção da cultura local.
As novas diretrizes mantêm um rigoroso controle sobre as quantidades permitidas para cada modalidade, como o cerco e o arrasto de praia. O objetivo é garantir que a atividade seja economicamente viável para os pescadores, mas ambientalmente sustentável para as futuras gerações. Em Garopaba, as comunidades da Praia Central e do Siriú já começam os preparativos para o cerco, aguardando a chegada dos primeiros cardumes com o vento sul.
Este ano, o governo estadual prometeu um apoio maior na fiscalização contra a pesca predatória, que frequentemente prejudica os pescadores locais que respeitam o período de defeso. Além disso, haverá um incentivo para a rastreabilidade do produto, permitindo que o consumidor saiba exatamente de qual praia saiu a tainha que está em seu prato, valorizando o comércio de proximidade.
Para o setor de gastronomia da nossa região, a definição precoce das regras permite um melhor planejamento para os festivais de inverno. A tainha é o carro-chefe do turismo de baixa temporada e sua fartura nas redes é sinônimo de hotéis cheios e restaurantes movimentados. Agora, resta aos pescadores a fé nos santos padroeiros e a esperança de que o frio venha na hora certa para empurrar o peixe rumo ao nosso litoral.


