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Votação do Hospital de Garopaba é adiada; vereador aponta falta de mamógrafo e pede vistas

09 OUT 2026 · 08:46 · 2 MIN
WA

Câmara Municipal não aprovou o texto por falta de tempo de análise. Legislativo terá uma semana para avaliar o projeto, orçado em mais de R$ 16 milhões.

A tramitação do projeto para a construção do primeiro Hospital Municipal de Garopaba encontrou seu primeiro obstáculo no legislativo. A Câmara de Vereadores não aprovou a proposta nesta semana alegando falta de tempo hábil para uma análise aprofundada do documento, que define a estrutura e o modelo de concessão da futura unidade de saúde.

O freio na aprovação foi puxado pelo vereador Fillipe de Souza, que protocolou um pedido de vistas. Segundo o parlamentar, uma leitura preliminar do projeto revelou falhas no escopo estrutural. O vereador apontou a ausência de equipamentos de imagem fundamentais para uma unidade desse porte, como o mamógrafo, e levantou a possibilidade de que outros itens básicos também tenham ficado de fora do planejamento.

Com o pedido de vistas, as comissões da Câmara terão o prazo de uma semana para revisar detalhadamente o contrato e a planta do empreendimento antes de colocar a pauta novamente em votação.

O que diz o projeto original Apresentado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS) — vencedor do concurso de projetos —, o plano prevê uma estrutura de quatro pavimentos próxima ao Garopaba Pronto Atendimento (GPA). O escopo atual promete centro de diagnósticos (com tomografia, raio-X e ultrassom), centro cirúrgico com três salas, 23 leitos de internação clínica e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 10 leitos.

O modelo financeiro não exige custeio mensal por parte da prefeitura, prevendo que o hospital se sustente operando com no mínimo 60% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e até 40% via rede particular e convênios. O investimento previsto é de R$ 11,6 milhões por parte do IMAS e até R$ 5 milhões do município, com cessão do terreno por 30 anos.

O adiamento na Câmara impacta diretamente o início do cronograma. A estimativa de 18 meses para a execução das obras só começará a ser contada após a aprovação integral pelos vereadores e a posterior liberação por parte da Vigilância Sanitária de Santa Catarina.